quinta-feira, 22 de março de 2012

Sermão para Jovens - Pregado em 07/01/2006

I João 2:7-17

7 ¶ Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes.
8  Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha.
9  Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas.
10  Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.
11  Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.
12 ¶ Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome.
13  Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno.
14  Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.
15  Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele;
16  porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.
17  Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

Estamos começando o ano, este é o nosso primeiro culto, a nossa primeira atividade neste ano. O que será que acontecerá conosco? Não sabemos o que nos reserva o futuro. No entanto, creio que, sem dúvida, se nós tivermos um bom presente, teremos um bom futuro.
 Estamos vivendo hoje um tempo de preparação. Teremos atividades, muitas atividades este ano. Mas creio que devemos nos reunir muito mais do que simplesmente para termos atividades, para encher os horários de nosso sábado à noite, quando, às vezes, não temos o que fazer.
 Temos que pensar: Por que é que nos reunimos semanalmente na igreja? E a única resposta que deveríamos dar é: Porque nos amamos e queremos ter comunhão uns com os outros. Somos cristãos, depositamos a nossa fé em Cristo e por isso é que nos reunimos semanalmente, para cuidarmos uns dos outros, para sustentarmos uns aos outros, para levarmos as cargas uns dos outros...
 Mas é isso que tem nos motivado, de verdade? Você já parou para pensar no que tem motivado a sua freqüência à Igreja? Jovem, deixe-me dizer uma coisa para você: Você é muito amado de Deus. Você é especial para Deus. Você foi chamado por Deus para estar aqui nesta noite. Você foi chamado para ser um instrumento de reconciliação e bênção na vida das pessoas. Por que desperdiçar tempo, talentos, recursos se você não pode ou não quer estar envolvido na obra de Deus?
 Muitas vezes somos levados pelas ondas do mar, ou seja, a multidão exige posturas de nós para as quais, às vezes, não conseguimos dizer não. Somos fracos. Mas quando estamos ligados a Deus e a nossos irmãos e estes laços são fortes, são verdadeiros, são genuínos e são,principalmente, alimentados, a nossa força é redobrada. É o sábio quem diz em Eclesiastes 4: 9-12:
 9  Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.
10  Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.
11  Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?
12  Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.

Amar a Deus e amar os nossos irmãos nos dá responsabilidades. No livro “O Pequeno Príncipe”, Antoine de Saint-Exupery, o autor, mostra-nos uma história interessante. Ali há uma raposa. A raposa tem sido símbolo de esperteza no sentido negativo. Ela é falsa, ardilosa, mentirosa. No entanto, a aparência é vencida pelas atitudes dela, quando diz ao pequeno Príncipe: “Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”.
 E eu pergunto a você, jovem, o que é cativar? É tornar cativo, é prender, é segurar. Muitas vezes as nossas amizades são superficiais, frágeis, por que não cativamos e não somos cativados. Você já experimentou cativar alguém?
 Isso só possível quando chegamos desarmados, despojados. Se chegarmos com “um pé atrás”, seremos vencidos pela aparência, pela maldade de nosso coração, pelos nossos preconceitos. E se assim for, não termos a verdadeira capacidade de amar e perdoar que Jesus exige de nós.
 Problemas de relacionamentos, dificuldades? Claro que podem acontecer no caminho. No entanto, não podemos esquecer que se vivermos em comunhão, se vivermos cativos uns dos outros, se formos de verdade uma família, a nossa vida e o nosso testemunho falarão bem alto. Quando estamos cativados uns pelos outros, buscamos resolver os conflitos e não brigar, buscamos perdoar as mágoas e não ficar alimentando pensamentos maldosos a respeito do outro, nem preparando estratégias para coisas que podem nem acontecer.
 Somos convidados pelas Escrituras para buscarmos o mandamento antigo. Às vezes, queremos novidades, coisas novas, mas deixamos de lado o mandamento antigo do amor. De nada adiantam novas técnicas, novos recursos, novidades, novas atividades se deixamos de lado o mandamento antigo do amor.
 Somos convidados a que a Palavra de Deus permaneça em nós. Temos que ser o povo motivado pela Palavra, ela deve ser a nossa regra, o nosso modelo, a fonte de todo nosso pensamento.
 Estamos reunidos aqui hoje e vamos nos reunir durante todo este ano de 2006. Mas vamos simplesmente nos encontrar porque não temos mais nada para fazer? Não, se for assim e assim desejarmos, é melhor que voltemos para as nossas casas, para o nosso mundinho particular, fechado e egoísta. Mas se quisermos fazer algo diferente e fazer a diferença, temos que pensar e agir visando a nossa comunhão, o nosso amor e a nossa fé. Aí, nossas atitudes valerão muito mais que nossas palavras.
 Sou o pastor de vocês. Quero caminhar junto com vocês. Sou um líder e não um chefe. Quero caminhar junto com vocês e quero que vocês caminhem comigo. Quero que vocês caminhem juntos. Mas isso só é possível se nós nos cativarmos. O mundo precisa de nós, a sociedade precisa de nós, a Igreja precisa de nós e nós precisamos uns dos outros. Sim, precisamos uns dos outros por que fomos chamados para sermos fortes.
 Somos convidados pelas Escrituras a não amar o mundo. Pensando nisso, muitos logo pensam em bailes, em vícios e outras coisas. Mas não amar o mundo significa não viver de acordo com o mundo em tudo.

-    O mundo é regido pela competição. A Igreja deve ser pela cooperação.
-    O mundo é regido pelo egocentrismo. A Igreja pelo amor.
-    O mundo é regido pela aparência. A Igreja pela essência.
-    O mundo é regido pela vingança. A Igreja pelo perdão.
-    O mundo é regido pela ganância. A igreja pela compaixão.

Somente quando nos esforçarmos e abrirmos de verdade as nossas vidas e a nossa mocidade para fazermos a vontade de Deus, sermos fortes e faremos a diferença. Seremos a mocidade que Deus quer. Amém.

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