segunda-feira, 9 de abril de 2012

A Missão de Jesus Cristo e a nossa


Atos 3:12-19; Salmo 4; I Jo 3:1-7; Lc 24:35-48

Estamos ainda sob as festividades da Páscoa, que se estenderão até a Véspera do Pentecostes.. E neste período, em que lembramos de maneira especial da Ressurreição de Jesus Cristo, vamos analisar qual a relação que a Ressurreição de Jesus tem com a nossa vida pessoal.

Em primeiro lugar: Que papel a ressurreição de Cristo tem sobre a nossa fé pessoal? O que ela representa para você? Muitos acreditam, ter passado por uma experiência com Deus, mas se esta experiência não foi autenticada ou originada a partir da ressurreição, de nada vale, pelo menos, como experiência cristã. Experiência com Deus é uma experiência viva, que produz vida. Vejamos: foi a ressurreição de Jesus que concedeu a Pedro e a João o poder para tornarem-se eficazes pregadores: Eles criam, o que acreditavam que era a verdade. E eu pergunto: a ressurreição tem sido uma verdade para você? Tem sido uma verdade em você?

Muitos confundem uma experiência com Deus como algo que se confunda com emoção. De fato, somos seres que têm sentimentos e emoções, mas salvação é muito mais do que sentir. Vemos no texto do Evangelho que os discípulos tinham dificuldades em crer na ressurreição de Jesus. Pensaram se tratar de um espírito, uma visão, mas na verdade, seus corações estavam cegos pela emotividade. Diz o Evangelho de Lucas: “ E por não acreditarem ainda, por causa da alegria...” Nem sempre os nossos sentimentos nos conduzem a conclusões verdadeiras.

Por isso, é muito mais do que sentir. Fé é testemunhar, apesar dos nossos olhos não verem. Eu creio na ressurreição porque a Bíblia me diz que é verdade. Eu creio, porque acredito no testemunho dos primeiros discípulos. Eu creio, porque a Igreja tem a sua fé alicerçada na ressurreição de Jesus. Creio porque posso ver, através da vida de tantos homens e mulheres o poder da ressurreição que transforma e concede vida plena.

Além disso, creio na ressurreição por causa do caráter de quem ressuscitou. Jesus apresentou-se aos seus discípulos e disse que eles seriam suas testemunhas. Comeu com eles, cumpriu completamente as Escrituras.

Crendo nesta palavra de Cristo, Pedro convida aos seus ouvintes a ao arrependimento, que nada mais é a morte para uma vida de pecado e o nascimento para uma nova vida com Deus. à a pregação da Igreja: Romanos 10:9,10

Como um povo de ressuscitados, somos convidados por Deus não a mais viver servindo o pecado, que dá prazer à nossa carne mortal, mas a buscar uma vida de santidade diante do Senhor.

Existem pessoas nas Igrejas que diante dos primeiros obstáculos que encontram são vencidas e vivem de desistência em desistência. Há pessoas que não encontram alegria no serviço de Deus. Há pessoas que vivem numa tremenda lamúria e num profundo vazio. Isso demonstra que não vivem uma vida capacitada pela ressurreição do Senhor.

Por isso, cada um de nós deve neste nosso mundo em que estamos colocados ser portadores desta vida de Deus aos outros. Primeiro, buscando uma experiência pessoal com Deus para sermos nós mesmos testemunhas do que Deus é capaz de fazer. Há um cântico antigo, mas que expressa exatamente o que Deus quer e pode fazer: “Só o poder de Deus, pode mudar teu ser. A prova eu te dou, ele mudou o meu. Não vês que sou feliz, servindo ao Senhor? Nova criatura sou, nova sou”.

Segundo, levando outros a esta experiência, seja através  de nossa pregação, seja através de nossa influência. Pais devem levar esta mensagem aos filhos, filhos a seus pais, colegas de trabalho, de escola...todos temos que ser portadores daquilo que a Bíblia chama de Nova Aliança, Boas Novas.

Terceiro, cuidando para que a Igreja da qual fazemos parte não seja levado por “ventos de  doutrinas”, mas ajudando-a a manter-se fiel ao sagrado depósito que recebeu: anunciar a Cristo ressuscitado a fim de que as pessoas sejam salvas. Não podemos permitir que os marcos antigos sejam removidos, ao contrário, devemos, como testemunhas que somos, zelar pela doutrina e pela fé cristã. Mas para isso é necessário conhecimento das Escrituras e o poder do Espírito Santo. Um bom lugar para se aprender é a Escola Dominical.

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